ESQUECERAM DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS BRASILEIRAS. DE NOVO!
Mais uma vez, as reformas que facilitariam a vida
dos micro e pequenos empresários ficaram em segundo plano pelo fato das
denúncias de corrupção "mensalão", que
envolve o nosso atual governo federal. Enquanto isso, os micro e pequenos empresários
vivem aprisionados nos limites permitidos pelo SIMPLES (Lei 9317/96) que estão
em vigência desde 1996. O Brasil precisa crescer e obviamente uma parte
este crescimento esta ligado diretamente aos micro e pequenos empresários
que contribuem com uma grande parcela para o desenvolvimento do país,
mas infelizmente no atual momento, eles preferem viver na informalidade, fazendo
então com que os cofres públicos não arrecadem impostos
devidos.
Os principais prejudicados, além dos micro
e pequenos empresários, são o INSS, a Receita Federal, os estados
e municípios que deixam de arrecadar, devido estas empresas que preferem
continuar informais perante a economia do Brasil.
Precisamos focar o nosso País no crescimento
sustentável, mobilizando todos os setores públicos no sentido
de elaborar políticas públicas voltadas para o desenvolvimento
socioeconômico de nossa comunidade, principalmente a que empreende o progresso
nos micro e pequenos negócios.
Vocês devem estar se perguntando por que
entendo que o foco principal deve estar voltado para as micro e pequenas empresas?
É simples, pelo fato de que a partir do
momento que trabalharmos a auto sustentação destes empreendimentos,
o nível de emprego, certamente aumentará e com isso um efeito
cascata positivo se instalará em nosso País. O círculo
do crescimento é simples:
· Mais emprego = Maior poder de compra para a sociedade
· Maior poder de compra da sociedade = maior circulação
de mercadorias
· Maior circulação de mercadorias = aumento na produção
interna
· Aumento na produção interna = mais emprego
Todos nós sabemos que a boa vontade política
colocaria o Brasil num patamar muito mais elevado. Assim, sinto falta de políticas
públicas voltadas à capacitação de micro e pequenos
empresários. Claro, sempre que me faço este questionamento, logo
vem a minha mente o SEBRAE. Mas, será que todos os futuros e atuais micro
e pequenos empreendedores sabem que o SEBRAE oferece serviços a eles?
Será que não falta um pouco mais de divulgação e
ação no sentido de divulgar melhor estes serviços?
Outras ausências que sinto em nossos governantes
são:
* a forma de tributação das micro e pequenas empresas que deveriam
sofrer uma diminuição da carga tributaria, mas que atualmente
encontram-se muito elevadas e engessadas.
* as de políticas públicas voltadas aos créditos, pois
haveria mais créditos, obviamente com juros realmente condizentes com
a atual situação de nosso País, e estes micro e pequenos
empresários poderiam investir mais em seus negócios e a conseqüência
seria um aumento de suas vendas. Nunca poderíamos esquecer que o crédito
deveria vir sempre acompanhado de uma capacitação, veja que retornaríamos
à política pública que citei anteriormente, pois liberar
crédito sem dar o mínimo de noção de como utilizá-lo
poderia causar danos irreversíveis aos micro e pequenos empresários;
Precisamos de vontade política para que
todos estes aspectos sejam revistos pelos governos, federais, estaduais e municipais.
Todos os empresários e a classe contábil, juntamente com outras
associações, esperam por respostas rápidas, pois devemos
trabalhar pelo crescimento de nossa nação. Devemos apurar todas
as denúncias que estão pairando no congresso e no senado, mas
não podemos deixar de fazer o Brasil rumar para o crescimento. Certamente
que nenhuma destas medidas poderão ser implantadas num passe de mágicas,
mas a cada dia que se passa sem uma atitude dos governantes, acaba se transformando
com certeza em mais um simples dia, atrasando assim o inicio do desenvolvimento
socioeconômico brasileiro.
Autor: Marcelo Rocha
Contador, Consultor, Professor Universitário e mestrando em Administração,
Educação e Comunicação.
E-Mail: rochacontador@uol.com.br
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